Uma ação protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) chamou atenção nesta semana por apresentar alegações sem comprovação sobre a existência de uma suposta organização internacional responsável por clonagem de DNA, manipulação genética e substituição de pessoas por clones.
O autor do pedido, o advogado Kelmo Martins Bandeira, solicita que a Polícia Federal investigue uma série de autoridades, personalidades e instituições, entre elas o papa Leão XIV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ator Leonardo DiCaprio.
Na petição, o advogado afirma que uma organização denominada “666” ou “Babilônia” estaria envolvida em supostos esquemas de clonagem humana, controle mental e alterações genéticas. O documento também cita artistas, atletas, empresários e figuras públicas como supostas vítimas ou participantes da alegada rede.
Entre as afirmações apresentadas estão alegações de que pessoas teriam sido substituídas por clones e que a cantora Marília Mendonça estaria viva, sustentando que a vítima do acidente aéreo ocorrido em 2021 seria um clone. O texto, entretanto, não apresenta provas, evidências científicas ou elementos materiais que sustentem as acusações.
O processo foi protocolado no STF, mas ainda não havia recebido relator até a publicação da reportagem. Especialistas em direito apontam que ações consideradas manifestamente infundadas, ineptas ou abusivas podem ser rejeitadas logo na análise inicial, sem prosseguimento do mérito.
Além disso, a legislação prevê a possibilidade de aplicação de penalidades por litigância de má-fé quando houver uso inadequado do sistema judicial por meio de pedidos considerados abusivos ou sem fundamento jurídico.
Até o momento, não há qualquer evidência pública que comprove as alegações apresentadas na ação. O caso permanece sob análise preliminar do Poder Judiciário.



