A rede gaúcha de moda jovem Gang vai encerrar as atividades de todas as suas lojas físicas independentes no Rio Grande do Sul. As operações da marca passarão a funcionar dentro de unidades da Lojas Pompéia, pertencente ao Grupo Lins Ferrão.
A informação foi confirmada pela CEO do grupo, Carmen Ferrão. Segundo a empresa, a migração das operações ocorrerá ao longo dos próximos dois meses e envolverá inicialmente 30 das 90 lojas da Pompéia espalhadas pelo Estado.
A estratégia prevê formatos como espaços exclusivos da Gang dentro das unidades da Pompéia e modelos de “loja dentro da loja”. O grupo afirma que o objetivo é adaptar a marca ao comportamento de consumo da geração Z, público-alvo da rede, que alterna entre compras digitais e experiências presenciais.
Mesmo com o fechamento das unidades próprias, a marca Gang seguirá operando por meio do e-commerce, redes sociais e canais digitais de venda. A empresa também informou que os consumidores continuarão contando com pontos físicos para retirada e troca de produtos.
A mudança atinge todas as lojas da marca no Estado, incluindo a unidade de Capão da Canoa, localizada ao lado do mercado Max Ideal. As datas oficiais para o encerramento das atividades ainda não foram divulgadas.
Os imóveis atualmente ocupados pelas lojas da Gang terão as operações encerradas e, nos casos de locação, os contratos serão devolvidos. O Grupo Lins Ferrão possui cerca de 3 mil funcionários, sendo aproximadamente 220 ligados à Gang. Segundo a empresa, parte dos trabalhadores das lojas deverá ser absorvida pelas unidades da Pompéia.
A Gang foi adquirida pelo Grupo Lins Ferrão em 2013. Desde então, a rede expandiu sua presença no interior do Estado e chegou a operar cerca de 50 lojas. Em 2026, a marca completa 50 anos de atuação no varejo gaúcho.
De acordo com a companhia, a integração entre as marcas também busca ampliar as opções logísticas para os consumidores, facilitando retiradas, trocas e acesso a diferentes formas de pagamento nas lojas físicas.




