O Parque Zoológico de Sapucaia do Sul teve a visitação suspensa a partir desta sexta-feira (15) após a morte de 15 cisnes no local. A medida foi adotada preventivamente pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do Rio Grande do Sul (Sema), enquanto autoridades investigam as causas das mortes das aves.
Segundo a Sema, o primeiro caso foi registrado na quarta-feira (13). Desde então, equipes técnicas realizam o monitoramento dos animais e a coleta de amostras das aves e da água dos lagos do zoológico para análise laboratorial. Ainda não há previsão para a reabertura do parque ao público.
A investigação envolve também a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Secretaria Estadual da Saúde. Conforme a Seapi, há suspeita de síndrome respiratória nervosa (SRN), doença caracterizada por sinais respiratórios, sintomas neurológicos e alta mortalidade entre aves.
O material recolhido foi encaminhado ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas, responsável pela realização do diagnóstico oficial.
O Serviço Veterinário Oficial do Estado acompanha a situação e mantém monitoramento sobre possíveis novos casos suspeitos. A orientação das autoridades é para que qualquer ocorrência envolvendo aves com sintomas respiratórios, neurológicos ou morte súbita seja comunicada imediatamente aos órgãos de defesa agropecuária.
O fechamento do zoológico ocorre menos de um ano após o local registrar casos de gripe aviária. Em maio do ano passado, o Ministério da Agricultura confirmou a presença do vírus H5N1 em uma granja comercial de Montenegro e, dias depois, também confirmou a contaminação de aves no zoológico de Sapucaia do Sul, provocando o fechamento temporário do parque por cerca de 80 dias.
O zoológico abriga atualmente mais de mil animais de aproximadamente 130 espécies entre aves, mamíferos e répteis.




