Uma operação militar de Israel resultou na interceptação de uma flotilha humanitária que seguia em direção à Faixa de Gaza, com a detenção de ao menos 175 ativistas. A ação ocorreu nesta quinta-feira (30), em águas próximas à Grécia, segundo informações divulgadas pelo governo israelense.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores israelense, cerca de 20 embarcações foram abordadas. Os organizadores da missão afirmam que o número de detidos pode chegar a 211 pessoas. A flotilha, composta por mais de 50 barcos, transportava ajuda humanitária destinada à população palestina.
O governo israelense informou que os ativistas serão levados para território grego após um acordo entre os dois países. A interceptação ocorreu em meio a um cenário de restrições ao acesso de suprimentos em Gaza, controlado por Israel, mesmo após o cessar-fogo em vigor desde outubro.
A operação gerou reação internacional. Países como Itália, Alemanha e França manifestaram preocupação com o episódio e pediram respeito ao direito internacional. Já a Espanha fez uma condenação mais enfática à ação israelense. Autoridades desses países confirmaram que há cidadãos nacionais entre os detidos.
A flotilha partiu recentemente de cidades europeias como Marselha, Barcelona e Siracusa, com o objetivo de levar alimentos, medicamentos e outros insumos ao território palestino. Segundo os organizadores, as embarcações foram abordadas por forças militares que ordenaram a rendição dos ocupantes.
Por outro lado, Israel afirmou que a operação ocorreu de forma pacífica e sem vítimas, justificando a ação como necessária para evitar a violação do bloqueio imposto à região. O governo também alegou ter encontrado itens irregulares em algumas embarcações, versão contestada pelos ativistas.
Organizações internacionais criticaram a interceptação, apontando que a medida agrava a crise humanitária na região. A Anistia Internacional classificou a ação como uma demonstração da rigidez do bloqueio imposto ao território palestino.
Entre os detidos estão também cidadãos brasileiros que participavam da missão. Outros integrantes conseguiram escapar da abordagem e chegaram a águas territoriais gregas.
A Faixa de Gaza enfrenta uma crise humanitária agravada após anos de bloqueio e, mais recentemente, pela guerra iniciada em outubro de 2023 entre Israel e o grupo Hamas. A escassez de alimentos, água e medicamentos segue sendo um dos principais desafios para a população local.




