Mulheres pescadoras de Tramandaí, Imbé e Xangri-Lá participam de um projeto voltado à valorização do trabalho feminino na pesca artesanal. Intitulado “Mulheres na Pesca Artesanal”, a iniciativa une ciência, desenvolvimento social e políticas públicas, e é promovida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, com execução da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), por meio do campus de Santo Antônio da Patrulha. A gestão técnica e administrativa está sob responsabilidade da Fundação de Apoio da FURG (FAURG).
Com início das atividades em março de 2025, o projeto busca propor soluções para a regularização do processamento e da comercialização da produção realizada pelas pescadoras, incluindo capacitação técnica, elaboração de protocolos sanitários participativos, pesquisas de qualidade e estratégias de divulgação dos produtos. O investimento é de R$ 350 mil, viabilizado por emenda parlamentar do deputado federal Elvino Bohn Gass.
A ação é coordenada pela professora Lenise Guimarães de Oliveira e conta com uma equipe multidisciplinar formada por docentes de diversas áreas, técnicas e estudantes bolsistas. As famílias participantes foram selecionadas em parceria com a Emater, com base em critérios definidos pela Superintendência Regional do Ministério da Pesca, sob a coordenação de Ana Spinelli.
Embora muitas mulheres atuem diretamente na pesca, seu papel costuma ser invisibilizado. O projeto tem como foco reconhecer e formalizar essa atuação, promovendo cursos de Boas Práticas de Fabricação, análises laboratoriais do pescado, desenvolvimento de novos produtos e oficinas de gestão e comercialização.
Entre os resultados esperados está a construção de uma proposta legislativa específica para a pesca artesanal, a ser elaborada de forma colaborativa com as comunidades envolvidas. A iniciativa pretende ainda servir de modelo para outras regiões do país, contribuindo com a valorização da pesca artesanal e com a autonomia econômica das mulheres do setor.
A atuação da FAURG, como instituição de apoio, é fundamental para a execução do projeto, oferecendo suporte técnico e jurídico, e permitindo que a universidade mantenha sua presença ativa junto às comunidades e demandas sociais.




