Esclerose múltipla também pode afetar crianças e diagnóstico precoce ajuda no controle da doença

Imagem: Reprodução

A esclerose múltipla também pode atingir crianças e adolescentes, embora a maior parte dos casos comece na fase adulta. Segundo especialistas, entre 3% e 5% dos pacientes apresentam os primeiros sintomas antes dos 18 anos.

A doença é autoimune, inflamatória e crônica e afeta o sistema nervoso central. A inflamação pode comprometer a transmissão dos impulsos elétricos entre os neurônios e provocar sintomas como alterações no equilíbrio, tontura, visão embaçada, tremores, formigamentos e dificuldades cognitivas.

O diagnóstico e o início do tratamento nos primeiros estágios são considerados importantes para reduzir a ocorrência de novos surtos e limitar possíveis sequelas. A evolução dos medicamentos e dos protocolos de tratamento também mudou o cenário para os pacientes, que atualmente podem manter maior controle da doença.

A esclerose múltipla é mais frequente em mulheres jovens, principalmente entre 20 e 30 anos. Apesar disso, especialistas alertam para a necessidade de considerar a possibilidade da doença também diante de sintomas neurológicos persistentes em crianças e adolescentes.

Os critérios utilizados para identificar a esclerose múltipla foram atualizados nos últimos anos e podem ser aplicados também à população pediátrica. O diagnóstico pode envolver avaliação clínica, exames de imagem, como a ressonância magnética, e análise do líquido cefalorraquidiano.

Um dos marcadores que pode auxiliar na investigação é a presença de bandas oligoclonais no líquor, encontradas com frequência em pessoas com esclerose múltipla.

Um dos casos acompanhados por especialistas é o de Fellipe Mello Negrisoli, de 12 anos. O menino começou a apresentar formigamento nos dedos dos pés e, posteriormente, teve tremores nas mãos. Exames identificaram uma inflamação na medula e ele precisou ser internado para tratamento de um surto.

Após a investigação, que incluiu quatro exames de ressonância magnética e posteriormente a análise do líquor, foi confirmado o diagnóstico de esclerose múltipla pediátrica.

Atualmente, Fellipe realiza acompanhamento médico e utiliza medicação para manter a doença controlada. O caso reforça a importância de investigar sintomas neurológicos que persistem ou surgem de forma associada, especialmente quando não há uma explicação inicial para o quadro.

Embora ainda não exista cura para a esclerose múltipla, o tratamento adequado pode reduzir a atividade da doença e contribuir para a preservação da qualidade de vida dos pacientes.

Redação TV Litoral

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