O aumento de casos de sarampo no Brasil e em outros países levou o Rio Grande do Sul a reforçar a vigilância epidemiológica para evitar a reintrodução da doença no Estado.
Um alerta emitido pelo governo gaúcho orienta os serviços de saúde a intensificarem a identificação de casos suspeitos, a notificação imediata às autoridades e a adoção de medidas de controle.
Até o momento, o Rio Grande do Sul não registra casos de sarampo em 2026. Os últimos casos confirmados no Estado ocorreram em 2024 e 2025 e foram considerados importados, relacionados a viagens para países da Ásia e para os Estados Unidos. Não houve transmissão para outras pessoas.
O cenário nacional, porém, exige atenção. Desde o início de junho, o Brasil confirmou mais de 20 casos importados ou relacionados à importação, com um surto ativo no Estado de São Paulo, envolvendo os municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo. Rio de Janeiro e São Paulo também tiveram registros anteriores, mas os surtos nesses locais já foram encerrados.
Casos aumentam nas Américas
A situação também preocupa no cenário internacional. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam aumento de 12% nos casos confirmados de sarampo no mundo até julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Nas Américas, mais de 47 mil casos foram registrados em 17 países, com 44 mortes. Segundo os dados divulgados, é o maior número de casos na região em 22 anos.
Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentram cerca de 95% dos registros. A Guatemala contabiliza mais de 30 mil casos, seguida pelo México, com mais de 12 mil. Estados Unidos e Peru também apresentam milhares de ocorrências.
O Brasil havia recebido, em novembro de 2024, a certificação da Organização Pan-Americana da Saúde como país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo. A ocorrência de novos casos importados e de surtos em Estados brasileiros, no entanto, mantém o risco de reintrodução da doença.
Vacinação é principal forma de prevenção
A vacinação continua sendo a principal medida para evitar o sarampo e reduzir o risco de transmissão. A orientação das autoridades de saúde é que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada.
A recomendação também é importante para os municípios do Litoral Norte, especialmente diante da intensa circulação de moradores e turistas entre o litoral, outras regiões do Estado e diferentes destinos nacionais e internacionais.
Em caso de sintomas compatíveis com sarampo, a orientação é procurar um serviço de saúde e informar sobre possíveis viagens recentes e contato com pessoas que apresentem sinais da doença. A comunicação rápida de casos suspeitos permite que as equipes de vigilância adotem medidas para impedir a disseminação do vírus.




