A Emater/RS-Ascar divulgou nesta terça-feira, durante a 49ª Expointer, as primeiras estimativas para a safra de grãos de verão 2026/2027 no Rio Grande do Sul.
A projeção é de uma produção total de 35,6 milhões de toneladas, um crescimento de 8,64% em relação à safra anterior. A área cultivada, porém, deve ter uma pequena redução de 0,37%, chegando a aproximadamente 8,4 milhões de hectares.
A soja continua sendo o principal destaque, com previsão de produção de 21,1 milhões de toneladas, 15,32% acima da safra passada. A área destinada ao cultivo deve diminuir 0,92%, mas a produtividade estimada é 16,37% maior.
O milho também apresenta crescimento. A área plantada deve aumentar 7,42%, chegando a 896 mil hectares, enquanto a produção estimada é de 6,9 milhões de toneladas, alta de 7,18%.
Já o arroz deve registrar redução tanto na área quanto na produção. A estimativa é de 7,5 milhões de toneladas, queda de 5,49% em relação à safra anterior.
Para o feijão da primeira safra, a previsão é de aumento de 1,20% na produção, mesmo com uma redução de 6,36% na área cultivada.
O milho destinado à silagem também deve apresentar crescimento, com aumento de 3,58% na produção.
Entre os desafios apontados pela Emater estão o endividamento dos produtores, os custos elevados dos seguros agrícolas e do Proagro e os riscos climáticos.
A previsão meteorológica também exige atenção. Segundo o Simagro, o fenômeno El Niño deve se intensificar durante a primavera, período que coincide com o início do plantio dos grãos de verão. A expectativa é de chuvas acima da média, o que pode reduzir a janela de plantio e dificultar o trabalho no campo.
A Emater destaca que o planejamento financeiro, o acompanhamento técnico e a gestão dos riscos serão fundamentais durante todo o ciclo da próxima safra.




