Manifestantes realizaram protestos na sexta-feira (17) durante uma visita técnica promovida pela Corsan à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Tramandaí e ao Ponto de Lançamento 3 (PL-3), no Rio Tramandaí. As mobilizações ocorreram no pórtico de entrada da Estância Velha, em Tramandaí, e também no rio, onde uma barqueata com cerca de 20 embarcações partiu de Imbé em direção ao local previsto para o lançamento dos efluentes tratados.
As manifestações acompanharam a visita de representantes do Poder Judiciário, do Ministério Público e de outras instituições da região, organizada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul por meio do projeto Justiça Itinerante. Durante a agenda, a comitiva conheceu o funcionamento da Estação de Tratamento de Esgoto de Tramandaí e visitou o PL-3, que recebeu nesta semana a Licença de Operação da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).
A juíza da 9ª Vara Ambiental Federal, Maria Izabel Pezzi Klein, e a magistrada estadual Patrícia Antunes Laydner acompanharam a vistoria ao ponto de lançamento em uma embarcação do Comando Ambiental da Brigada Militar.
Segundo a Corsan, a autorização para o funcionamento do PL-3 foi concedida após análises técnicas e ambientais realizadas pela Fepam. O local será utilizado futuramente para o lançamento do efluente tratado da Estação de Tratamento de Esgoto Xangri-Lá II, após a conclusão dos procedimentos técnicos, operacionais e administrativos necessários para o início da operação.
A companhia informou que o sistema seguirá os parâmetros e condicionantes estabelecidos pelo órgão ambiental e afirmou que a visita teve como objetivo apresentar às instituições o funcionamento do tratamento de esgoto e os controles ambientais adotados na operação. Enquanto isso, os protestos reuniram moradores e representantes de diferentes segmentos da comunidade, que manifestaram preocupação com os possíveis impactos ambientais do lançamento dos efluentes no Rio Tramandaí.




