Polícia aguarda resposta da Interpol para esclarecer histórico de americano preso pela morte do filho em Viamão

Foto: Reprodução

A Polícia Civil aguarda informações da Interpol para esclarecer o histórico do cidadão norte-americano preso pela morte do filho de 3 anos, em Viamão. A consulta internacional faz parte das investigações que buscam reconstruir a trajetória da família antes da chegada ao Rio Grande do Sul e verificar a existência de eventuais antecedentes criminais ou registros em outros países.

Até o momento, não há confirmação de que o investigado possua antecedentes nos Estados Unidos ou em outras nações. Paralelamente, a polícia também aguarda documentos referentes ao período em que a família residiu em São Paulo e Santa Catarina, estados onde houve registros de suspeitas de maus-tratos contra as crianças e acompanhamento por órgãos de proteção à infância.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito entrou na fase de análise de documentos, coleta de depoimentos e produção de provas. Entre as diligências em andamento estão oitivas de testemunhas, conselheiros tutelares e profissionais de saúde, além da conclusão de laudos periciais e do recebimento de informações solicitadas a diferentes instituições.

Parte da documentação ainda depende de autorização judicial para compartilhamento entre órgãos. Até esta terça-feira (14), os materiais requisitados, incluindo a resposta da Interpol, ainda não haviam sido encaminhados aos investigadores.

As autoridades também pretendem confrontar as informações obtidas junto aos órgãos de proteção à infância dos estados por onde a família passou. O Ministério Público do Rio Grande do Sul apura, entre outras hipóteses, se as mudanças de cidade ocorreram após denúncias envolvendo a situação das crianças.

O casal chegou ao Brasil em 2017 e passou por municípios de São Paulo e Santa Catarina antes de se estabelecer, em agosto de 2025, em uma propriedade rural de Viamão. Além da criança que morreu, os outros quatro filhos do casal permanecem acolhidos por determinação do Conselho Tutelar. Os depoimentos das crianças também deverão integrar o conjunto de provas da investigação.

A mãe da vítima segue presa preventivamente. A defesa sustenta que ela era vítima de violência doméstica e pediu a abertura de uma investigação específica para apurar as agressões que afirma ter sofrido durante o relacionamento. Os advogados argumentam que esse contexto deverá ser considerado na análise de sua responsabilidade criminal e em eventual pedido de liberdade.

Redação TV Litoral

Redação TV Litoral

A Rede Litoral de Comunicação é um grupo de mídia multiplataforma do Litoral Norte do RS. Com atuação em TV, rádio, portal e redes sociais, levamos informação, conteúdo e entretenimento à comunidade, fortalecendo a comunicação local e impulsionando o desenvolvimento regional.Acompanhe através de @redelitoralrs.

Compartilhe :

WhatsApp
Facebook
Twitter
LinkedIn
Imprimir

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *