A histórica Basílica da Sagrada Família vive nesta quarta-feira (10) um dos momentos mais marcantes de sua trajetória centenária. O papa Leão XIV celebrará uma missa no templo e abençoará a Torre de Jesus Cristo, estrutura central que elevou a igreja a 172,5 metros de altura, tornando-a a mais alta do mundo.
A cerimônia ocorre exatamente 100 anos após a morte do arquiteto Antoni Gaudí, responsável pelo projeto que começou a ser construído em 1882 e se tornou um dos principais símbolos da arquitetura mundial. Gaudí assumiu a obra em 1883 e dedicou as últimas décadas de sua vida quase exclusivamente à basílica, mas morreu em 1926 sem ver o projeto concluído.
A nova torre, finalizada em fevereiro deste ano, representa o principal elemento arquitetônico do conjunto e simboliza Jesus Cristo. Com sua conclusão, a Sagrada Família alcançou a altura máxima prevista por Gaudí, consolidando-se como um dos monumentos religiosos mais emblemáticos do planeta.
A visita papal integra uma viagem de seis dias à Espanha. Antes de chegar a Barcelona, Leão XIV esteve em Madri, onde participou de compromissos religiosos e institucionais. Na capital catalã, o pontífice também visitará a Catedral da Santa Cruz e Santa Eulália, comandará uma vigília de oração e cumprirá agenda em uma penitenciária e no mosteiro de Montserrat.
A Sagrada Família recebeu cerca de 4,9 milhões de visitantes em 2025 e segue como uma das atrações turísticas mais procuradas da Europa. Apesar da conclusão da torre central, as obras do complexo ainda continuam, especialmente em áreas internas e na fachada principal, com previsão de encerramento ao longo da próxima década.
Além do significado religioso, a celebração reforça o legado de Gaudí, considerado um dos maiores nomes da arquitetura mundial. O arquiteto, declarado venerável pela Igreja Católica em 2025, está sepultado na cripta da própria basílica, onde seu projeto continua sendo desenvolvido por sucessivas gerações de arquitetos e engenheiros.
A cerimônia também coincide com a escolha de Barcelona como Capital Mundial da Arquitetura em 2026, ampliando o simbolismo de um evento que reúne fé, história, arte e patrimônio cultural em um dos monumentos mais reconhecidos do mundo.




