A morte do congolês Yves Sakila após uma abordagem de seguranças em uma rua comercial de Dublin provocou protestos e forte repercussão na Irlanda. O homem foi declarado morto depois de ser imobilizado por vários minutos na movimentada Henry Street, em um caso que está sendo investigado pelas autoridades irlandesas.
Segundo a polícia, Sakila foi contido por seguranças privados após um suposto furto em uma loja da região. Imagens registradas por testemunhas e divulgadas nas redes sociais mostram o homem sendo mantido no chão por diversas pessoas até perder a consciência. Em determinado momento, um dos envolvidos aparenta pressionar a região da cabeça ou do pescoço da vítima.
A polícia irlandesa informou que apura todas as circunstâncias da ocorrência. Um homem de 80 anos também ficou ferido durante o incidente, após Sakila supostamente tentar fugir do local.
O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, pediu uma investigação completa sobre o caso, que gerou indignação pública e manifestações no país.
Centenas de pessoas participaram de protestos em frente ao parlamento irlandês pedindo esclarecimentos e responsabilização pela morte. Manifestantes compararam o episódio ao caso de George Floyd, morto nos Estados Unidos em 2020 após ser imobilizado por um policial.
Lideranças de movimentos antirracistas e representantes da comunidade negra criticaram a condução da abordagem e cobraram políticas mais efetivas de integração social e combate à discriminação contra imigrantes.
A morte de Sakila ocorre em meio ao aumento das tensões relacionadas à imigração na Irlanda. Nos últimos anos, o país registrou crescimento de protestos anti-imigração, incluindo episódios de violência e tumultos no centro de Dublin em 2023.




