O meio-campista Arthur Melo, atualmente vinculado ao Grêmio FBPA, aparece citado em um inquérito conduzido por autoridades italianas que investiga um suposto esquema de exploração e favorecimento da prostituição envolvendo acompanhantes de luxo e atletas de clubes da Série A do país. Outros jogadores brasileiros, como Philippe Coutinho e Carlos Augusto, também são mencionados nos documentos.
Apesar de terem seus nomes incluídos nos autos, nenhum dos atletas é alvo de investigação formal, já que a legislação italiana não pune o consumo de serviços sexuais entre adultos. De acordo com o Ministério Público de Milão, os nomes aparecem como “palavras-chave” utilizadas para análise de dispositivos eletrônicos durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, com o objetivo de mapear possíveis conexões dentro do esquema.
A operação resultou na prisão domiciliar de quatro suspeitos, entre eles três italianos e um brasileiro, investigados por formação de quadrilha e exploração da prostituição. A apuração é conduzida pela Guardia di Finanza, órgão responsável por crimes econômico-financeiros na Itália.
As investigações apontam que uma agência sediada em Milão seria responsável por intermediar encontros entre mulheres e clientes considerados de alto padrão, incluindo atletas. Durante a operação, foram apreendidos mais de 1,2 milhão de euros da empresa investigada.
As autoridades destacam que a menção aos jogadores não configura acusação, mas integra a estratégia de investigação para dimensionar a atuação do grupo.




