O Tribunal do Júri condenou cinco réus acusados de envolvimento em uma chacina que deixou cinco mortos em Cidreira, no Litoral Norte gaúcho. O julgamento foi concluído na noite de sexta-feira (10), no foro de Tramandaí, após dois dias de trabalhos, com o Conselho de Sentença reconhecendo a culpabilidade dos acusados pelos crimes apontados na denúncia.
As penas aplicadas variam de 3 a 209 anos de reclusão. Quatro dos condenados, que já estavam presos, deverão cumprir as penas em regime fechado e não poderão recorrer em liberdade. O quinto réu foi condenado a três anos de reclusão em regime semiaberto e teve a prisão preventiva revogada, considerando o tempo já cumprido desde 2024.
De acordo com o Ministério Público, o grupo invadiu duas residências no município com o objetivo de atacar supostos pontos ligados ao tráfico de drogas de uma facção rival. No primeiro local, três pessoas foram mortas e outras duas sofreram tentativa de homicídio. Ainda conforme a acusação, houve roubo de bens, incluindo um veículo, seguido de incêndio no imóvel, o que resultou na carbonização de duas vítimas.
Na sequência, os acusados teriam se deslocado até um segundo endereço, onde efetuaram novos disparos, causando a morte de duas pessoas e deixando outra ferida. A motivação dos crimes estaria relacionada à disputa entre grupos criminosos, com a intenção de eliminar rivais e garantir vantagem no tráfico de drogas.
Os réus foram condenados por crimes como homicídio qualificado, tentativa de homicídio, associação criminosa, roubo majorado, incêndio e destruição de cadáver. As circunstâncias do caso, que envolvem ações coordenadas, uso de violência extrema e risco à coletividade, foram consideradas agravantes durante a fixação das penas.
A decisão ainda cabe recurso por parte das defesas.




