Familiares do líder farroupilha Bento Gonçalves cobram a revitalização do monumento-túmulo localizado na Praça Tamandaré, em Rio Grande, e alertam para a possibilidade de retirada dos restos mortais caso não haja avanço nas ações por parte do poder público.
A demanda se arrasta há cerca de uma década e envolve descendentes, entidades tradicionalistas e representantes de instituições culturais. O grupo aponta problemas de conservação no local, como danos estruturais, desgaste de materiais e pichações, o que, segundo os envolvidos, compromete o valor histórico e turístico do espaço.
O monumento abriga os restos mortais de Bento Gonçalves desde o século XIX, após transferência autorizada pela família. A cidade de Rio Grande teve papel estratégico durante a Revolução Farroupilha, sendo sede do governo imperial durante parte do conflito, o que motivou a escolha do local como homenagem ao líder farroupilha.
Além da restauração do túmulo, os familiares e apoiadores defendem medidas de valorização do espaço, incluindo melhorias na sinalização, ações de educação patrimonial e requalificação urbana no entorno. Entre as propostas também está a criação de um espaço específico dedicado à memória do general.
A mobilização teve início em 2016, quando foi solicitada a criação de uma comissão para tratar da revitalização. Apesar de instituída à época, a comissão não teve continuidade nas atividades, segundo os envolvidos.
Em resposta, a administração municipal informou que retomou o diálogo com entidades históricas e trabalha na reedição da comissão, com participação do poder público e da sociedade civil. A proposta inclui a elaboração de projetos para captação de recursos por meio de mecanismos de incentivo à cultura, com foco na recuperação do monumento e em outras intervenções necessárias.




