Porto Alegre registrou o pior índice de alfabetização na idade certa entre as capitais brasileiras em 2025, segundo dados do Ministério da Educação. O levantamento, com base em informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, aponta que apenas 27% das crianças da capital gaúcha estavam alfabetizadas no período adequado.
O resultado ficou 26 pontos percentuais abaixo da meta estipulada para o município, que era de 53%, e também distante da meta estadual do Rio Grande do Sul, fixada em 69% para o mesmo ano.
Além de Porto Alegre, outras capitais também não atingiram os índices previstos, como Fortaleza, Manaus, Recife e Salvador, evidenciando um cenário de desafios na alfabetização em diferentes regiões do país.
No interior do Estado, diversos municípios também ficaram abaixo das metas, incluindo cidades como Pelotas, Rio Grande, Santa Maria, Canoas e Novo Hamburgo. Por outro lado, algumas localidades alcançaram desempenho máximo, com 100% das crianças alfabetizadas na idade certa, como Herveiras, Ilópolis e Nova Roma do Sul.
A avaliação de especialistas e da administração municipal indica que o desempenho da capital foi impactado por fatores como a enchente de 2024, que provocou interrupções prolongadas nas atividades escolares. O afastamento das salas de aula e os efeitos emocionais decorrentes da situação são apontados como elementos que influenciaram diretamente no processo de aprendizagem.
A Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre classificou o resultado como insatisfatório, mas destacou que os dados ainda não refletem medidas recentes adotadas pela rede municipal, como programas de recomposição da aprendizagem e reforço na alfabetização.
Para os próximos anos, a meta da capital é elevar os índices e alcançar pelo menos 75% das crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do Ensino Fundamental até 2028, dentro de um conjunto de ações voltadas à melhoria da qualidade da educação básica.




