Um médico cardiologista foi preso preventivamente na manhã desta segunda-feira (30) em Taquara, no Vale do Paranhana, após investigações da Polícia Civil do Rio Grande do Sul apontarem suspeitas de crimes sexuais contra pacientes. A prisão ocorreu no consultório do profissional, localizado na área central do município.
De acordo com a polícia, ao menos três mulheres, com idades entre 30 e 42 anos, procuraram as autoridades nas últimas semanas relatando episódios semelhantes durante consultas médicas. Conforme a investigação, os atos teriam ocorrido no momento dos exames clínicos, quando as pacientes estavam em situação de vulnerabilidade.
Com o avanço das apurações e a divulgação do caso, outras mulheres também registraram denúncias, elevando o número de possíveis vítimas para pelo menos sete. A polícia não descarta que novos relatos possam surgir.
O médico é investigado por crimes como violação sexual mediante fraude e importunação sexual. Durante o cumprimento do mandado, ele admitiu contato físico com pacientes, alegando tratar-se de demonstrações de cuidado, versão que será analisada no decorrer do inquérito.
A defesa informou que ainda não teve acesso completo ao processo e, por isso, não se manifestou de forma detalhada até o momento.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul comunicou que abriu procedimento administrativo para apurar o caso e destacou a gravidade das denúncias. Caso as irregularidades sejam confirmadas, medidas disciplinares poderão ser aplicadas.
A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem uma delegacia para formalizar denúncia. Também há canal direto de atendimento disponibilizado pela delegacia local.




