O Internacional tem duas prioridades no mercado de transferências nas próximas semanas: reforçar o ataque com a contratação de um centroavante e manter as obrigações financeiras em dia para evitar uma nova punição da Fifa.
A janela de transferências do futebol brasileiro fica aberta até 11 de setembro. O departamento de futebol, liderado por Fabinho Soldado, segue procurando um jogador para atuar como referência no ataque.
O clube está próximo de anunciar o atacante sueco Niclas Eliasson, que estava no futebol grego. A negociação prevê empréstimo por uma temporada, com opção de compra. A chegada do jogador, no entanto, não atende à principal necessidade identificada para o setor ofensivo, que é a contratação de um centroavante.
A busca por um jogador para a posição ganhou urgência após o encerramento das tratativas por Cédric Bakambu, atacante que disputou a última Copa do Mundo pela República Democrática do Congo. Outro nome analisado é o argentino Alex Arce, do Independiente Rivadavia, mas o clube não pretende liberá-lo antes do fim de sua participação na Libertadores.
Além das questões relacionadas ao elenco, a direção colorada acompanha as pendências financeiras para evitar um novo transfer ban. A punição pode ser aplicada pela Fifa em casos de inadimplência relacionados a transferências e impede o clube de registrar novos jogadores enquanto a situação não for regularizada.
O Internacional já enfrentou a restrição neste ano. No início da temporada, o clube foi punido devido ao atraso no pagamento de uma parcela referente à contratação de Wanderson junto ao Krasnodar, da Rússia. A sanção foi retirada posteriormente, depois que a dívida foi regularizada.
As recentes movimentações no mercado também não geraram recursos suficientes para melhorar de forma significativa o caixa. A transferência de Rafael Borré para o River Plate rendeu US$ 4,5 milhões ao Inter, mas parte do valor foi utilizada para quitar débitos que o clube ainda mantinha com o atacante.
Já as saídas de Alan Rodríguez e Tabata, ambos por empréstimo, tiveram retorno financeiro limitado.
Com pouco menos de um mês para o encerramento da janela, o Inter precisa conciliar a necessidade de reforçar o elenco com o controle das contas. A contratação de um centroavante permanece como uma das principais prioridades da direção para a sequência da temporada.




