O Rio Grande do Sul deve registrar em 2026 a maior safra de noz-pecã da história do estado. A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta produção de aproximadamente 8 mil toneladas, crescimento de cerca de 54% em relação às 5,2 mil toneladas colhidas na safra anterior.
Responsável por cerca de 90% da produção nacional da cultura, o estado gaúcho concentra os principais polos de cultivo da noz-pecã no país. As condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo produtivo são apontadas como fator determinante para o desempenho esperado nesta temporada.
Segundo a Emater, a ocorrência de chuvas em períodos adequados, aliada aos dias de sol e ventos leves durante as fases de brotação e floração das nogueiras, contribuiu para o desenvolvimento dos pomares e para o aumento da produtividade.
A colheita segue até o mês de junho e ocorre, em grande parte, de forma mecanizada. Após a retirada dos frutos, a produção passa por etapas de limpeza, seleção e classificação conforme o tamanho das nozes.
Entre os municípios com maior área cultivada estão Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Anta Gorda e Santa Maria. Em Santa Maria, propriedades especializadas chegam a reunir dezenas de milhares de pés da cultura em áreas superiores a 100 hectares.
O crescimento da produção também amplia a expectativa do setor para novos investimentos e expansão dos mercados consumidores. Atualmente, a Itália é a principal compradora internacional da noz-pecã produzida no Rio Grande do Sul.
Dados do Instituto Brasileiro de Pecan indicam que o estado já possui entre 8 mil e 9 mil hectares plantados com nogueira-pecã. A projeção do setor é de que a produção brasileira ultrapasse 15 mil toneladas anuais até 2030.
O retorno financeiro da atividade e o aumento da demanda vêm estimulando a ampliação das áreas cultivadas e atraindo novos produtores para a cultura no estado.




