A prefeita de Cachoeirinha, Jussara Caçapava, e o vice-prefeito Luis Carlos Azevedo da Rosa tiveram os mandatos cassados pela Justiça Eleitoral em decisão de primeira instância. A sentença, assinada pela juíza eleitoral Suélen Caetano de Oliveira, aponta abuso de poder político durante a campanha da eleição suplementar realizada em abril deste ano.
Com a decisão, Cachoeirinha poderá ter a quarta eleição para prefeito em menos de seis anos, caso a cassação seja confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS). Apesar da sentença, Jussara e Mano permanecem nos cargos enquanto recorrem da decisão.
Segundo a Justiça Eleitoral, houve utilização da máquina pública em vídeos publicados nas redes sociais durante o período eleitoral. Além da perda do mandato, a prefeita foi declarada inelegível por oito anos.
A defesa da chapa informou ter recebido a decisão com surpresa e afirmou que irá recorrer às instâncias superiores. Em nota, os advogados sustentaram que os apontamentos dizem respeito a vídeos anteriores ao período eleitoral e lamentaram o cenário de instabilidade política vivido pelo município.
A eleição suplementar de abril ocorreu após a cassação do ex-prefeito Cristian Wasem, afastado por suspeitas de interferência no funcionamento da Câmara de Vereadores e irregularidades fiscais. Antes dele, o ex-prefeito Miki Breier também perdeu o mandato em 2022 por abuso de poder político e econômico relacionado às eleições de 2020.
Se o TRE-RS mantiver a decisão, uma nova eleição suplementar deverá ser convocada no município da Região Metropolitana de Porto Alegre. Ainda caberá recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A sucessão de trocas no comando do Executivo municipal tem refletido também no comportamento do eleitorado. Na eleição suplementar deste ano, Cachoeirinha registrou abstenção de 42,22%, com pouco mais da metade dos eleitores comparecendo às urnas.




