Representantes de centrais sindicais, parlamentares e lideranças políticas participaram, nesta sexta-feira (15), de um seminário em Porto Alegre para debater a proposta de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 no Brasil. O encontro foi promovido pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados responsável pela análise da proposta.
Realizado no auditório da Superintendência Regional da Administração Federal, no Centro Histórico da capital gaúcha, o evento reuniu representantes sindicais de diferentes regiões do Rio Grande do Sul e parlamentares favoráveis à redução da jornada semanal para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial.
Durante o seminário, o presidente da comissão especial, Alencar Santana, informou que a expectativa é de que a proposta seja votada na Câmara dos Deputados no próximo dia 27 de maio. Segundo ele, a comissão vem realizando audiências públicas em diversos estados para discutir os impactos da medida e construir o relatório final.
O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta, defendeu que o senador Paulo Paim seja escolhido como relator da matéria no Senado Federal. Durante o evento, Pimenta afirmou que a redução da jornada é uma pauta histórica do movimento sindical e destacou que a proposta busca ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores.
Vice-presidente da comissão, a deputada federal Daiana Santos destacou a mobilização sindical em torno do tema e afirmou que a discussão sobre a jornada de trabalho ganhou força a partir da pressão de entidades representativas e movimentos sociais.
O relator da proposta na Câmara, Leo Prates, afirmou que o parecer deverá manter três pontos centrais considerados prioritários: jornada semanal de 40 horas, dois dias de folga e preservação integral dos salários.
O seminário contou ainda com a presença das deputadas federais Fernanda Melchionna e Denise Pessôa, do deputado federal Elvino Bohn Gass, do deputado estadual Miguel Rossetto, além de representantes da CUT-RS, UGT-RS, CSB-RS, Dieese e Ministério Público do Trabalho.
Ao final do encontro, lideranças sindicais defenderam a ampliação da mobilização em apoio à proposta, que segue em discussão no Congresso Nacional.




