Entraram em vigor na última quarta-feira (29) as novas metas do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) 2026-2036, iniciativa que estabelece diretrizes para ampliar o acesso aos livros e incentivar a leitura em todo o país ao longo da próxima década. O documento foi publicado no Diário Oficial da União e orienta a atuação de estados, municípios e da sociedade civil na implementação de políticas públicas voltadas ao setor.
Coordenado pelo Ministério da Cultura em parceria com o Ministério da Educação, o plano tem como foco a expansão do número de bibliotecas e a democratização do acesso à leitura. A proposta também busca consolidar normativas recentes da área cultural e educacional, como o Sistema Nacional de Cultura, o Programa Escola em Tempo Integral e o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares.
O PNLL parte do entendimento de que leitura e escrita são fundamentais para o desenvolvimento individual e coletivo. Entre os princípios estabelecidos estão a valorização do livro como componente da economia criativa, o reconhecimento da leitura como prática de cidadania e a promoção da literatura como expressão cultural. O plano também prevê ações para incentivar a escrita criativa e garantir o acesso a diferentes materiais de leitura.
Como suporte à implementação, o Ministério da Cultura lançou uma página digital dedicada ao plano, reunindo conteúdos organizados em áreas temáticas, como políticas públicas, legislação e materiais orientativos. A ferramenta busca facilitar o acesso às diretrizes e auxiliar gestores na aplicação das medidas.
A nova versão do PNLL marca a retomada da política nacional do setor após um período de desatualização desde o ciclo anterior, vigente entre 2006 e 2016. A reformulação ganhou prioridade a partir de 2023, com a reestruturação das políticas culturais federais e a articulação entre diferentes esferas de governo.




