A Polícia Penal do Rio Grande do Sul participa da 11ª fase da Operação Mute, ação nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais com foco no combate às comunicações ilícitas dentro do sistema prisional brasileiro. A ofensiva ocorre em todos os estados e prioriza unidades com atuação identificada de organizações criminosas.
A operação começou nesta semana e tem como principal objetivo localizar e apreender celulares e outros materiais proibidos utilizados por detentos para manter contato com grupos criminosos fora dos presídios. Segundo as autoridades, a estratégia busca enfraquecer a atuação de facções e reduzir crimes planejados a partir das unidades prisionais.
No Rio Grande do Sul, duas penitenciárias já receberam ações da Polícia Penal. Na segunda-feira (18), a revista ocorreu na Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro. Já na terça-feira (19), os trabalhos foram realizados na Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas.
As revistas são feitas com apoio de protocolos operacionais especializados e tecnologias de inteligência, incluindo inspeções em celas e identificação de materiais ilícitos. Conforme a Senappen, a interrupção das comunicações clandestinas tem impacto direto no enfrentamento ao crime organizado dentro e fora dos presídios.
Desde o início da Operação Mute, em 2023, mais de 7,9 mil aparelhos celulares já foram apreendidos em unidades prisionais de todo o país. No período, mais de 38 mil policiais penais participaram das ações e aproximadamente 37 mil celas passaram por revistas.
A operação integra a estratégia nacional de fortalecimento do sistema prisional brasileiro e de ampliação do controle do Estado sobre as unidades penitenciárias.




