O dólar fechou em queda e atingiu o menor valor em dois anos nesta quinta-feira (9), enquanto a bolsa de valores brasileira renovou seu recorde histórico, impulsionados por um cenário internacional mais favorável. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,063, recuo de 0,77%, ao mesmo tempo em que o Ibovespa avançou 1,52%, alcançando 195.129 pontos pela primeira vez.
O movimento do mercado foi influenciado principalmente pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, diante de sinais de avanço diplomático envolvendo Israel e Líbano. A expectativa de negociações contribuiu para a diminuição da percepção de risco global, favorecendo mercados emergentes como o Brasil.
Durante o dia, o dólar chegou a ser negociado a R$ 5,05, refletindo o enfraquecimento da moeda no cenário internacional e a maior disposição dos investidores em buscar ativos de maior risco. No acumulado de 2026, a divisa registra queda de 7,75% frente ao real.
No mercado de ações, o desempenho positivo foi sustentado pela entrada de capital estrangeiro e pela valorização de papéis de grandes empresas, especialmente dos setores bancário e de energia. Este foi o oitavo avanço consecutivo do Ibovespa e o 15º recorde registrado no ano. Em abril, o índice acumula alta superior a 4%, enquanto no ano o crescimento já ultrapassa 21%.
Já o mercado de petróleo apresentou oscilações ao longo do dia. Apesar de iniciar em alta, os preços perderam força com a perspectiva de redução das tensões na região do Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou em alta de 1,23%, cotado a US$ 95,92, enquanto o WTI, negociado nos Estados Unidos, avançou 3,66%, a US$ 97,87.
O cenário segue sendo acompanhado pelos investidores, especialmente em relação aos desdobramentos diplomáticos na região, que têm impacto direto sobre o fluxo de capitais e os preços de commodities no mercado global.




