O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã ao afirmar, nesta segunda-feira (6), que o país poderia ser “tomado em uma noite”, indicando a possibilidade de uma ação militar em curto prazo. A declaração foi feita durante entrevista coletiva na Casa Branca, em meio à escalada de tensões entre as duas nações.
Durante o pronunciamento, o líder norte-americano voltou a pressionar o governo iraniano a aceitar um acordo proposto por Washington, sob ameaça de ataques a infraestruturas estratégicas, como usinas de energia e pontes.
Trump também destacou uma operação militar recente realizada em território iraniano, classificada por ele como uma das mais complexas e arriscadas já executadas pelas forças dos Estados Unidos. A ação teria envolvido o resgate de um piloto militar, que, segundo o presidente, ficou gravemente ferido. Ainda conforme relatado, uma segunda operação mobilizou 155 aeronaves.
No campo diplomático, o presidente confirmou a rejeição de uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Segundo ele, a trégua de 45 dias foi considerada insuficiente diante dos objetivos estratégicos norte-americanos.
Do lado iraniano, a recusa ao acordo também foi confirmada por autoridades do país, que defendem o encerramento definitivo do conflito em vez de uma pausa temporária. A posição foi divulgada por meio da agência estatal iraniana.
Durante a coletiva, Trump ainda mencionou a possibilidade de medidas legais contra um veículo de comunicação que teria divulgado informações sobre o piloto militar, alegando questões de segurança nacional.
As declarações ocorrem em um momento de crescente instabilidade no cenário internacional, com impactos potenciais em áreas como segurança global e mercado de energia.




