Uma paciente de 64 anos, que recebeu um órgão infectado pelo vírus HIV em 2024, morreu no último dia 18. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (1º) pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. A causa da morte ainda está sendo investigada.
A mulher estava em acompanhamento médico desde a confirmação da infecção e permanecia internada em unidade especializada. Segundo a secretaria, ela recebeu assistência contínua ao longo do tratamento e havia sido indenizada pelo governo estadual em 2025.
O caso remonta a outubro de 2024, quando seis pacientes transplantados no estado do Rio de Janeiro foram infectados pelo HIV após receberem órgãos contaminados. A situação foi considerada inédita pelas autoridades de saúde.
De acordo com as investigações, dois doadores apresentavam resultado positivo para o vírus, mas exames laboratoriais não identificaram a infecção à época. O episódio levou à abertura de apurações por parte do Ministério Público, da Polícia Civil e de órgãos de fiscalização médica.
O laboratório PCS Lab Saleme, responsável pelos exames de sorologia, foi apontado como envolvido na emissão de laudos fraudulentos que deixaram de detectar o vírus nos doadores. Após a repercussão do caso, a unidade foi interditada pela vigilância sanitária e teve o contrato com o governo estadual encerrado.
O episódio também provocou mudanças na estrutura da Fundação Saúde, com a saída de dirigentes. As investigações seguem em andamento para apurar responsabilidades.




