O Litoral Norte do Rio Grande do Sul passa a integrar um marco histórico na educação superior brasileira. O pesquisador Jorge Amaro de Souza Borges, natural da comunidade dos Teixeiras, em Mostardas, tornou-se o primeiro professor quilombola da história da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
A nomeação ocorreu após aprovação em concurso público, com ingresso oficial no corpo docente da instituição neste mês de março. Para assumir o cargo em Porto Alegre, Jorge Amaro renunciou à função de vereador em Mostardas, onde também já havia feito história ao ser o primeiro presidente negro da Câmara Municipal.
Com trajetória construída integralmente na educação pública, o novo docente possui formação técnica em Agricultura, graduação em Biologia, além de mestrado em Educação e doutorado em Políticas Públicas. Ele também realizou pós-doutorado em Desenvolvimento Rural pela própria UFRGS.
O professor atuará na Faculdade de Ciências Econômicas, com atividades nos cursos de Ciências Econômicas, Ciências Contábeis, Atuariais e Relações Internacionais, além do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural.
O ingresso ocorreu por meio de política de ações afirmativas, voltada a pessoas pretas e pardas. A conquista é considerada um marco institucional e social, ao ampliar a representatividade de grupos historicamente excluídos no ensino superior.
A presença de um docente quilombola na universidade reforça o debate sobre inclusão, acesso e permanência no ambiente acadêmico, além de evidenciar os desafios ainda existentes na promoção da igualdade de oportunidades no Brasil.




