A Polícia Civil passou a tratar como cyberbullying o caso envolvendo a criação e circulação de uma lista com conteúdo ofensivo sobre alunas do Instituto Federal Sul-rio-grandense, em Pelotas. A investigação é conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e já reúne ao menos cinco registros de ocorrência.
O material, que começou a circular entre estudantes no último sábado (21), continha termos depreciativos e de cunho sexual direcionados a cerca de 30 alunas da instituição. Os adolescentes apontados como responsáveis, com idades entre 15 e 16 anos, foram identificados e devem responder por ato infracional.
Conforme a apuração policial, o enquadramento como cyberbullying prevê pena de dois a quatro anos em casos envolvendo adultos. Por se tratar de menores de idade, o procedimento segue normas específicas do Estatuto da Criança e do Adolescente. Após a conclusão do inquérito, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que poderá avaliar a aplicação de medidas socioeducativas.
A DPCA também deve ouvir os adolescentes envolvidos, acompanhados de seus responsáveis, como parte das diligências em andamento.
Em paralelo à investigação, o IFSul adotou medidas administrativas internas. Oito estudantes foram afastados por tempo indeterminado, e uma comissão extraordinária foi criada para apurar os fatos e propor ações de proteção às vítimas. A instituição informou ainda que as alunas atingidas estão recebendo acompanhamento com equipes de psicologia e serviço social, além de suporte às famílias.
O caso também motivou a abertura de expediente administrativo por parte do Ministério Público, que deve ouvir familiares das estudantes. O instituto comunicou o ocorrido a diferentes órgãos, incluindo Polícia Civil, Polícia Federal, Conselho Tutelar e o próprio MP.
A lista começou a circular no fim de semana e levou a direção da instituição a adotar medidas já no domingo (22), após tomar conhecimento da situação.




