A campanha de vacinação contra a gripe influenza começa neste sábado (28) no Rio Grande do Sul, com a realização do Dia D de mobilização. A ação será intensificada em todo o Estado, com postos de saúde funcionando em horários ampliados, conforme a organização de cada município, para facilitar o acesso da população.
A estratégia tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal, especialmente entre os grupos prioritários, e reduzir complicações causadas pela doença, como internações e mortes. A recomendação das autoridades de saúde é que a imunização seja feita o quanto antes, antes do período de maior circulação do vírus, durante o inverno.
Em 2025, o Estado registrou mais de 3,4 mil hospitalizações e 598 mortes por influenza. A maioria dos casos graves ocorreu entre pessoas não vacinadas, que representaram 79% das internações e 76% dos óbitos. Idosos e crianças menores de cinco anos concentraram os maiores índices de complicações.
Neste início de 2026, o cenário ainda é considerado controlado, com 75 hospitalizações e cinco mortes registradas até o momento, reflexo do período de menor circulação do vírus.
No Estado, mais de 5,2 milhões de pessoas fazem parte dos grupos prioritários, incluindo crianças, gestantes, puérperas, idosos, profissionais da saúde e da educação, além de pessoas com doenças crônicas. Para atender a demanda inicial, cerca de 360 mil doses da vacina trivalente já foram enviadas e começam a ser distribuídas aos municípios.
O imunizante foi atualizado para este ano, seguindo recomendações internacionais, com proteção contra as cepas mais recentes do vírus influenza A. A vacina leva entre duas e quatro semanas para garantir proteção completa e tem duração média de seis a 12 meses.
Apesar da disponibilidade, a cobertura vacinal em 2025 ficou abaixo da meta no Estado. Para 2026, a expectativa é alcançar ao menos 90% de imunização entre os públicos prioritários.




