O Ministério Público do Rio Grande do Sul promoveu, nesta sexta-feira (20), o seminário “Precisamos Falar sobre Violência”, reunindo autoridades, especialistas e profissionais da educação para discutir a prevenção da violência extrema e os riscos digitais que afetam crianças e adolescentes.
O evento abordou temas como o consumo excessivo de telas, novas formas de radicalização e conteúdos digitais que disfarçam violência, com destaque para o chamado “cutgore” — estética que utiliza elementos visuais infantis e aparentemente inofensivos para ocultar práticas extremas.
Um dos principais pontos da programação foi a apresentação do Projeto Sinais, iniciativa do MPRS voltada à identificação precoce de comportamentos que podem indicar risco de envolvimento em episódios de violência. O programa atua por meio de capacitações e integração com redes de proteção e segurança pública.
Dados apresentados durante o encontro indicam que o projeto já atuou em mais de 700 ocorrências relacionadas ao tema, resultando no cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão, além da realização de mais de 160 capacitações em centenas de municípios gaúchos.
A abertura contou com a participação do procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz, e do coordenador do projeto, Fábio Costa Pereira, que destacaram a importância da atuação integrada entre instituições para identificar sinais de risco e ampliar a proteção de crianças e adolescentes.
O seminário também reuniu representantes do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, forças de segurança, OAB e gestores públicos, reforçando a necessidade de ações conjuntas diante dos desafios impostos pelo ambiente digital e pelas novas dinâmicas de violência.




