A inadimplência voltou a crescer no Rio Grande do Sul e atingiu 45,39% da população adulta em fevereiro de 2026, o maior patamar desde outubro do ano passado. Os dados são do Mapa da Inadimplência da Serasa e indicam que 4.031.949 gaúchos estão com dívidas em atraso.
O índice apresentou leve alta em relação a janeiro (45,35%) e avanço significativo na comparação com fevereiro de 2025, quando o percentual era de 41,15%. Apesar de uma pequena redução no número absoluto frente ao mês anterior, o cenário mantém o Estado em nível elevado de comprometimento financeiro.
Entre os principais fatores que levam à inadimplência, destacam-se dívidas com bancos e cartões de crédito, que representam 26,56% dos casos, seguidas por financeiras, com 20,17%. O uso do crédito para despesas básicas, como alimentação, tem contribuído para o descontrole das finanças pessoais, ampliando o risco de atraso nos pagamentos.
No cenário nacional, a inadimplência também avançou e chegou a 49,87% em fevereiro, acima dos 46,16% registrados no mesmo período de 2025, refletindo um contexto econômico marcado por juros elevados, inflação e dificuldades no mercado de trabalho.
Apesar disso, há sinais de mudança no comportamento dos consumidores. A busca por renegociação de dívidas tem aumentado, impulsionada por iniciativas como o Feirão Limpa Nome, também promovido pela Serasa. Até o último domingo (22), o Rio Grande do Sul registrou mais de 204 mil acordos firmados, enquanto o país ultrapassou 5,1 milhões de negociações.
O levantamento aponta que, embora o nível de inadimplência siga alto, o interesse crescente pela regularização das dívidas pode indicar uma tendência de reorganização financeira entre os consumidores.




