Um levantamento preliminar divulgado na última quinta-feira (19) pela Famurs aponta que ao menos 142 prefeituras do Rio Grande do Sul já enfrentam falta de diesel, comprometendo a operação de serviços públicos essenciais. O número representa 45% dos municípios que responderam ao questionário da entidade, com 315 administrações participantes até o momento.
Diante da escassez, gestores municipais têm priorizado áreas consideradas críticas, como a saúde, especialmente no transporte de pacientes. Em contrapartida, atividades que dependem de maquinário, como obras e manutenção urbana, começam a ser suspensas. A preocupação é de que, caso o cenário persista, outros serviços também sejam afetados nos próximos dias, incluindo o transporte escolar.
No Litoral Norte, municípios como Caraá, Santo Antônio da Patrulha, Mostardas e Palmares do Sul já relataram dificuldades no abastecimento. Outras 12 cidades da região participaram do levantamento, mas não indicaram, até o momento, falta do combustível.
Os reflexos da crise também atingem o transporte coletivo. Em Torres, a concessionária responsável reduziu horários e linhas devido à dificuldade de acesso ao diesel.
Além da escassez, o custo do combustível também varia significativamente na região. Na sexta-feira (20), o litro do diesel oscilou entre R$ 6,69 e R$ 7,99 em municípios como Tramandaí, Osório, Capão da Canoa, Imbé, Xangri-Lá e Cidreira, conforme dados da ferramenta Menor Preço do programa Nota Fiscal Gaúcha.
A situação acende um alerta entre gestores públicos, que avaliam medidas emergenciais para manter o funcionamento dos serviços enquanto aguardam soluções para a normalização do abastecimento.




