O governo do Rio Grande do Sul anunciou, nesta quarta-feira (18), um conjunto de novas políticas públicas voltadas à prevenção e resposta a eventos climáticos extremos, dentro do Plano Rio Grande. As medidas incluem investimentos em monitoramento hidrometeorológico, criação de estruturas de gestão de risco e ampliação da capacidade de atuação da Defesa Civil.
Entre os principais anúncios está a criação da Secretaria Estadual de Proteção e Defesa Civil, que deve substituir o atual modelo vinculado à Casa Militar, ampliando autonomia administrativa e capacidade de coordenação. Também foi confirmada a construção do Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres, com investimento previsto de R$ 70 milhões e prazo estimado de 12 meses para conclusão.
O pacote contempla ainda o lançamento da plataforma ClimaRS, que disponibilizará dados em tempo real sobre condições meteorológicas e níveis de rios, além de permitir o envio de alertas à população. A iniciativa integra a consolidação da rede estadual de monitoramento, que deve atingir 130 estações até o fim de março, distribuídas em 25 bacias hidrográficas.
Na área de infraestrutura e estudos técnicos, o governo anunciou investimentos de R$ 44,4 milhões em projetos como a batimetria da Lagoa dos Patos e análises nas bacias dos rios Caí e Gravataí. Também foram apresentados avanços em projetos de requalificação de áreas atingidas por eventos extremos, como no Vale do Taquari, com foco em planejamento urbano e mitigação de riscos.
Outra medida prevê a aquisição de equipamentos para fortalecer a atuação das Defesas Civis de 73 municípios afetados pelas enchentes de 2024, incluindo veículos, geradores e rádios de comunicação.
As ações fazem parte de uma estratégia de longo prazo para aumentar a resiliência do Estado frente a desastres naturais, com foco em prevenção, resposta rápida e reconstrução.




