O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta sexta-feira (13) a revogação do visto do assessor do governo dos Estados Unidos Darren Beattie, que pretendia visitar o Brasil na próxima semana. A decisão foi tomada após a identificação de omissão e informações consideradas incorretas no pedido de visto apresentado em Washington.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a inconsistência nas informações fornecidas sobre o motivo da viagem é suficiente, conforme a legislação nacional e normas internacionais, para a negativa ou revogação da autorização de entrada no país.
Mais cedo, durante agenda oficial no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a entrada do assessor americano no Brasil dependeria da regularização da situação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que teve familiares com vistos cancelados pelos Estados Unidos em 2025.
A visita de Beattie ao país incluía a intenção de encontrar o ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, na quinta-feira (12), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, já havia negado autorização para o encontro.
Na decisão, o magistrado apontou que a visita não havia sido comunicada oficialmente à diplomacia brasileira e não fazia parte de agenda institucional no país. Em manifestação enviada ao Supremo, o chanceler Mauro Vieira avaliou que o encontro poderia representar ingerência externa em assuntos internos do Brasil, especialmente por ocorrer em ano eleitoral.
O pedido de autorização para a visita havia sido protocolado pela defesa de Bolsonaro, que solicitava a realização do encontro na próxima semana, com possibilidade de acompanhamento de um tradutor.




