A infraestrutura foi apontada como o principal desafio para sustentar o crescimento econômico do Litoral Norte do Rio Grande do Sul durante o Fórum de Competitividade realizado nesta quarta-feira (4), no auditório da Ulbra, em Torres. O evento reuniu lideranças públicas, empresários e representantes de instituições para discutir estratégias de desenvolvimento regional.
Ao longo dos painéis, participantes destacaram que a região vive um ciclo de expansão econômica, mas enfrenta gargalos estruturais que podem limitar novos investimentos. Entre os principais pontos debatidos estiveram logística, saneamento, turismo e atração de capital.
Representantes do Centro de Liderança Pública apontaram o Litoral Norte como área estratégica dentro da agenda de competitividade promovida no Estado. A avaliação apresentada no encontro indica que, sem avanços em infraestrutura, o ritmo de crescimento pode perder força nos próximos anos.
A logística foi apontada como fator decisivo para a competitividade regional. Lideranças empresariais destacaram a necessidade de melhorias no sistema de transporte e citaram projetos estruturantes, como a duplicação da Estrada do Mar e a implantação de novos complexos portuários na região.
Entre os empreendimentos mencionados está o futuro Porto Meridional, considerado estratégico para ampliar a capacidade logística do Estado e reduzir custos de transporte. A avaliação é de que o Rio Grande do Sul possui extensa faixa litorânea e depende de maior diversificação portuária para aumentar sua competitividade.
O saneamento básico também foi apontado como um dos gargalos históricos do país e do Estado. Representantes do setor ressaltaram que a ampliação da rede de esgoto e o fortalecimento do planejamento urbano são fundamentais para sustentar o crescimento populacional e econômico do litoral.
Outro tema discutido foi a consolidação do turismo ao longo de todo o ano. Gestores municipais destacaram que cidades como Torres já registram grande fluxo de visitantes fora da alta temporada e que a diversificação da oferta turística pode ampliar o impacto econômico do setor.
O fórum também reforçou a necessidade de integração entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil para estruturar uma agenda de desenvolvimento regional de longo prazo, com foco em geração de empregos, atração de investimentos e melhoria da qualidade de vida.




