Um novo medicamento oral em fase final de testes clínicos reduziu em 26% o risco de recorrência de acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes que já haviam sofrido um episódio anterior. Os resultados foram apresentados na International Stroke Conference, realizada em Nova Orleans, nos Estados Unidos.
O estudo, denominado Oceanic-Stroke, foi conduzido entre 2022 e 2025 e envolveu cerca de 12 mil pacientes em 37 países, em ensaio clínico randomizado e controlado por placebo. O comprimido de uso diário foi desenvolvido pela Bayer.
A pesquisa incluiu pacientes que tiveram AVC isquêmico não-cardioembólico — causado por obstrução de vasos sanguíneos sem relação com arritmias cardíacas — e também pessoas que sofreram ataque isquêmico transitório (AIT), conhecido como mini-AVC.
Além da redução significativa na recorrência, os dados indicaram que o tratamento não aumentou a incidência de sangramento intracraniano, uma das principais preocupações associadas a terapias antitrombóticas. A segurança do medicamento foi considerada um dos pontos relevantes do estudo.
Segundo a American Heart Association, cerca de um em cada quatro pacientes que tiveram AVC pode apresentar novo episódio ao longo da vida, o que reforça a importância de estratégias de prevenção secundária.
Por se tratar de um estudo de fase 3, etapa que avalia eficácia e segurança em larga escala, o medicamento ainda precisará ser submetido à análise de agências reguladoras, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e a Food and Drug Administration, antes de eventual liberação para uso clínico.




