O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi preso na manhã desta quinta-feira (19), em Norfolk, na Inglaterra, sob suspeita de má conduta em cargo público. A detenção marca a primeira vez, em mais de 300 anos, que um integrante do alto escalão da família real britânica é levado à prisão.
Irmão do rei Charles III, Andrew, de 66 anos, é investigado por supostamente ter compartilhado relatórios confidenciais com o financista Jeffrey Epstein durante o período em que atuou como enviado especial do Reino Unido para Comércio Internacional, entre 2001 e 2011.
A prisão foi confirmada pela polícia do Vale do Tâmisa, que realiza buscas em endereços ligados ao investigado nos condados de Berkshire e Norfolk, com apoio da Agência Nacional do Crime. A apuração analisa e-mails e documentos revelados recentemente que indicariam o envio de informações sensíveis sobre viagens oficiais e oportunidades de investimento.
No sistema jurídico britânico, o crime de má conduta em cargo público envolve o uso indevido da função para benefício próprio ou de terceiros e pode resultar em pena de prisão perpétua, em caso de condenação.
O caso amplia a crise que já havia afastado Andrew da vida pública. Desde 2019, após o avanço das investigações envolvendo Epstein, ele perdeu funções oficiais, patronatos militares e o uso público do tratamento de Alteza Real. Em 2025, sob o reinado de Charles III, teve os títulos remanescentes retirados, consolidando seu afastamento institucional.
O rei afirmou que a lei deve seguir seu curso e que o caso será tratado pelas autoridades competentes. Andrew permanece sob custódia e pode ficar detido por até quatro dias enquanto as investigações avançam.




