Uma das formações rochosas mais conhecidas da costa italiana, o chamado “Arco do Amor”, desabou no último sábado (14) na região da Puglia, sul da Itália, após dias de fortes chuvas e ressaca no Mar Adriático. Localizado na área de Sant’Andrea, no município de Melendugno, o monumento natural era um dos principais cartões-postais da península de Salento e ficou famoso por servir de cenário para pedidos de casamento e fotos de turistas.
Conhecido oficialmente como Arco Sant’Andrea, o ponto turístico cedeu após o avanço da erosão costeira intensificada pelo mau tempo. Autoridades locais afirmam que o colapso ocorreu após sucessivas tempestades que atingiram o sul da Itália, com ventos fortes, ondas elevadas e grande volume de chuva.
O desaparecimento da estrutura gerou forte repercussão entre moradores e autoridades locais, que classificaram o episódio como uma perda simbólica para o turismo da região. O arco era considerado um dos marcos naturais mais fotografados do litoral adriático e integrava roteiros turísticos no verão europeu.
Especialistas e gestores públicos também alertam para o avanço da erosão em outras áreas da costa, apontando que eventos climáticos extremos têm acelerado processos naturais de desgaste das falésias. O episódio ocorre em meio a uma sequência de fenômenos climáticos severos registrados no Mediterrâneo, que vêm causando danos em diferentes regiões do sul italiano.
A coincidência com o Dia dos Namorados, celebrado em 14 de fevereiro em diversos países, ampliou a repercussão do caso nas redes sociais e na imprensa internacional. Apesar do impacto visual e simbólico, não houve registro de feridos no momento do desabamento.
O colapso do Arco do Amor reforça o debate sobre preservação ambiental e os efeitos das mudanças climáticas sobre formações naturais históricas, tema que também preocupa regiões costeiras turísticas em todo o mundo, incluindo áreas do litoral brasileiro.




