O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul instaurou procedimento para apurar a infestação de insetos que atinge moradores dos bairros Guarani e Zona Norte, em Capão da Canoa. A medida foi adotada pela Promotoria de Justiça local após relatos publicados nas redes sociais apontarem proliferação persistente de vetores, com impactos à qualidade de vida e possível risco à saúde pública.
Em caráter de urgência, foram encaminhados ofícios à Vigilância Sanitária do município e à Companhia Riograndense de Saneamento, requisitando vistoria técnica na área afetada, apuração das causas ambientais e sanitárias e verificação das condições operacionais da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Guarani. O MP também solicitou informações sobre medidas adotadas e plano de ação para conter o problema.
O procedimento é conduzido pela promotora de Justiça Marina Lameira, que pediu esclarecimentos específicos sobre possíveis fatores ligados ao saneamento que possam estar contribuindo para o aumento dos insetos, especialmente durante o verão, quando a situação teria se agravado.
O prazo para resposta aos ofícios se encerrou nesta quinta-feira (12). Conforme o MP, as informações são consideradas essenciais para a análise técnica e definição das próximas medidas, que podem incluir providências administrativas ou judiciais.
Em nota, a Corsan informou que já prestou os esclarecimentos solicitados. A companhia afirma que a ETE Guarani opera normalmente, com manutenção preventiva em dia, inspeções diárias e desinfecção regular do efluente tratado. Segundo a empresa, não há registros de extravasamentos ou evidências técnicas que relacionem a operação da unidade à proliferação de insetos na região.




