A Justiça Federal condenou 15 pessoas pelo assalto ao avião-pagador no Aeroporto Hugo Cantergiani, em Caxias do Sul, ocorrido em junho de 2024 e considerado um dos maiores roubos da história do Rio Grande do Sul. As penas, aplicadas pela 3ª Vara Federal de Passo Fundo, somam mais de 520 anos de reclusão, com condenações individuais que ultrapassam 50 anos, incluindo uma pena máxima superior a 64 anos, todas em regime fechado.
O ataque resultou no roubo de mais de R$14 milhões e terminou com a morte de um policial militar, Fabiano Oliveira, e de um dos assaltantes durante confronto armado. A sentença foi baseada em um amplo conjunto de provas reunidas pela Polícia Federal, como laudos periciais, análises de veículos adulterados, armamentos, artefatos explosivos e exames genéticos.
As investigações apontaram a atuação de uma organização criminosa armada com conexões em outros crimes de grande impacto no Brasil e no exterior. Perícias genéticas vincularam integrantes do grupo a ataques como o roubo de ouro no Aeroporto de Guarulhos (SP), ações de domínio de cidades em Santa Catarina e São Paulo, além de um ataque a uma base de transporte de valores no Paraguai. A quadrilha também utilizou viaturas e fardas falsificadas, além de veículos com placas clonadas.
Os condenados responderam por crimes como latrocínio, explosão, falsificação de símbolos e identidade, adulteração de veículos, usurpação de função pública, posse de armas de uso restrito, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada. Mais de 20 investigados ligados a etapas posteriores da operação ainda aguardam julgamento.
O crime ocorreu quando criminosos invadiram a área restrita do aeroporto com veículos caracterizados como viaturas policiais, renderam funcionários e abordaram a aeronave na pista. Na fuga, utilizaram diversos veículos, incluindo uma van adaptada para parecer transporte escolar, além de imóveis usados como apoio em diferentes cidades da Serra e Região Metropolitana.




