O município de Osório estará representado no Sambódromo da Marquês de Sapucaí no próximo dia 15, durante o desfile do grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro. O Grupo Maçambique de Osório vai integrar uma das alas da escola de samba Portela, que neste ano leva à avenida um enredo que homenageia as raízes negras do Rio Grande do Sul.
A participação ocorre dentro do tema “O Mistério do Príncipe do Bará — A Oração do Negrinho e a Ressurreição de sua Coroa sob o Céu Aberto do Rio Grande”, que aborda a presença africana na formação cultural gaúcha. O enredo também destaca a trajetória e a influência do Príncipe Custódio Joaquim de Almeida, liderança histórica e espiritual originária do Benim, que viveu em Porto Alegre.
O convite ao grupo osoriense foi formalizado ao longo de 2025, consolidando a presença do Maçambique em uma das principais vitrines culturais do país. Na avenida, o grupo vai representar personagens simbólicos da tradição, como a Rainha Ginga, Francisca Dias, e o Rei Congo, João Batista Rodrigues.
A participação do grupo conta com apoio da Administração Municipal de Osório, que viabiliza a presença dos representantes no desfile, ampliando a projeção da cultura local em um evento de alcance nacional e internacional.
O Maçambique é uma das variações gaúchas das congadas e constitui uma tradição secular em Osório. A manifestação é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Sul e Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Ligado à devoção a Nossa Senhora do Rosário, o Maçambique reúne cantos, tambores e danças que preservam elementos da herança africana no Litoral Norte gaúcho. A presença na Sapucaí reforça a visibilidade dessa tradição e coloca a cultura de Osório no centro de uma das maiores festas populares do mundo.




