Após o pico de público no Réveillon, o comércio e os serviços do Litoral Norte do Rio Grande do Sul enfrentam retração acentuada no movimento ao longo de janeiro. Relatos de comerciantes e dados de entidades do setor indicam redução significativa no consumo e no fluxo de clientes, especialmente durante os dias de semana, conforme apontado por Zero Hora.
Apesar de a economia regional ter registrado crescimento de 3,9% no início da temporada, o desempenho ficou abaixo do esperado no restante do mês. Empresários apontam queda de até 50% a 70% no movimento em comparação com janeiro de 2025, com reflexos diretos em liquidações, fechamento temporário de lojas e redução de equipes.
No varejo, o cenário é de baixo fluxo nas áreas centrais e aumento de promoções para tentar atrair consumidores. Na orla, quiosqueiros e ambulantes também relatam menor demanda, concentrada principalmente nos fins de semana, o que compromete o faturamento diário.
Entidades do setor avaliam que o principal impacto não está apenas na presença de turistas, mas no consumo mais contido. O aumento de despesas fixas, como energia, combustíveis e serviços, tem levado os veranistas a priorizar gastos essenciais e reduzir compras no comércio local.
A rede hoteleira também sente os efeitos. Estimativa do setor aponta queda de cerca de 25% no faturamento de janeiro em relação ao mesmo período do ano passado, influenciada pela menor presença de turistas estrangeiros e pela instabilidade climática, marcada por períodos de chuva e temporais.
Com a proximidade de eventos como o feriado de Nossa Senhora dos Navegantes, o Planeta Atlântida e o Carnaval, a expectativa do setor é de recuperação parcial em fevereiro, com possibilidade de reforço nas contratações para atender a um eventual aumento no fluxo de visitantes.




