Passageiros relataram ter sido vítimas de agressões físicas e ofensas homofóbicas durante uma corrida por aplicativo na tarde de sábado (24), em Porto Alegre. O caso ocorreu por volta das 18h, na Avenida Padre Cacique, nas proximidades do Ginásio Gigantinho, e deixou três pessoas feridas, uma delas com fratura no nariz.
De acordo com o relato das vítimas, o grupo retornava de um bloco de Carnaval quando, poucos minutos após o embarque na Rua Nestor Ludwig, um dos passageiros passou mal e vomitou para fora do veículo. Mesmo após o pedido de desculpas e a oferta de pagamento pela limpeza e pelo cancelamento da corrida, o motorista teria reagido de forma agressiva, exigindo que todos descessem do carro.
Ainda conforme as informações registradas no boletim de ocorrência, a situação evoluiu para agressões físicas após o desembarque dos passageiros. Três pessoas ficaram feridas e precisaram de atendimento médico no Hospital de Pronto Socorro (HPS), sendo que uma delas teve fratura no nariz confirmada posteriormente em exames complementares.
As vítimas registraram ocorrência por lesão corporal na 2ª Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA) da Capital e realizaram exames de corpo de delito. O motorista também comunicou ter registrado um boletim após receber ameaças de familiares de um dos passageiros. As circunstâncias do início das agressões seguem sendo apuradas pela Polícia Civil.
A empresa responsável pelo aplicativo informou que a conta do motorista parceiro foi desativada assim que tomou conhecimento do episódio e declarou não tolerar qualquer forma de violência ou discriminação. A plataforma afirmou ainda que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e reforçou o compromisso com o respeito à diversidade.
O caso repercutiu nas redes sociais e gerou manifestações de apoio às vítimas por parte de entidades e lideranças, enquanto a investigação policial segue em andamento para esclarecer os fatos.




