O ano de 2025 foi o sétimo mais quente já registrado no Brasil desde o início das medições oficiais, em 1961. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que a temperatura média anual no país chegou a 24,56 °C, ficando 0,33 °C acima da média histórica.
O resultado mantém a sequência de anos com temperaturas elevadas, embora tenha ficado abaixo do recorde registrado em 2024, quando a média nacional alcançou 25,02 °C, com desvio de 0,79 °C em relação ao padrão climatológico. Em escala global, 2025 foi classificado como o terceiro ano mais quente do planeta. Na América do Sul, conforme a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o período ocupou a sexta posição entre os mais quentes já observados.
De acordo com o levantamento do Inmet, o calor acima da média foi registrado em praticamente todo o território brasileiro. As maiores elevações de temperatura ocorreram nos estados do Paraná, Mato Grosso, no sul do Pará e em amplas áreas da região Nordeste.
A análise histórica revela uma mudança consistente no comportamento térmico do país. Entre as décadas de 1960 e 1980, as temperaturas apresentavam maior estabilidade e valores mais amenos. A partir dos anos 2000, porém, os desvios positivos passaram a se tornar mais frequentes, fazendo com que anos recentes figurem de forma recorrente entre os mais quentes da série histórica.
Em 2025, o aumento da temperatura foi observado em todas as estações do ano. A primavera apresentou o maior desvio em relação à média de 1991 a 2020, com elevação de 0,74 °C, seguida pelo inverno, com 0,61 °C. O outono registrou acréscimo de 0,58 °C, enquanto o verão teve alta de 0,43 °C.
Segundo o Inmet, os dados confirmam uma tendência persistente de aquecimento no Brasil ao longo das últimas décadas, alinhada aos efeitos do aquecimento global observados em nível mundial.




