A Lagoa do Peixoto, em Osório, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, permanece em situação crítica e imprópria para banho, conforme o sétimo boletim do programa Balneabilidade 2025/2026, divulgado nesta sexta-feira (23) pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O contato com a água no local é considerado de alto risco à saúde.
Os dados se referem às coletas realizadas nos dias 19 e 20 de janeiro, em 96 pontos monitorados em praias e balneários do Estado. De acordo com o levantamento, oito locais foram classificados como impróprios para banho. No Litoral Norte, todas as praias analisadas seguem próprias, com exceção da Lagoa do Peixoto, que aparece pela terceira semana consecutiva entre os pontos com restrição.
A análise mais recente apontou concentração elevada de cianobactérias na lagoa, com 218.471 células por mililitro, número muito acima do limite máximo recomendado, que é de 50 mil células por mililitro. O resultado indica um quadro de eutrofização, caracterizado pelo excesso de nutrientes na água.
Segundo a Fepam, os gêneros de cianobactérias predominantes identificados na amostra — como Aphanizomenon, Microcystis e Aphanocapsa — são conhecidos pelo potencial de produção de toxinas. A exposição a esse tipo de contaminação pode causar intoxicações agudas ou crônicas, representando risco significativo à saúde da população.
Diante do cenário, o órgão ambiental reforça a orientação para que moradores e visitantes evitem qualquer contato com a água da lagoa até que novos boletins indiquem melhora nas condições de balneabilidade.




