O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (16) que pode impor tarifas comerciais a países que não apoiem a proposta norte-americana de anexação da Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca e integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A declaração amplia a tensão diplomática em torno da região estratégica do Ártico.
Segundo Trump, a Groenlândia é considerada essencial para a segurança nacional dos Estados Unidos. O presidente voltou a sustentar que o território seria vulnerável à influência de potências como Rússia e China e reiterou que Washington avalia alternativas para ampliar seu controle na área, incluindo a possibilidade de compra do território, sem descartar ações mais duras.
O posicionamento provocou reação imediata de países europeus. A Dinamarca reforçou que há um desacordo fundamental com os Estados Unidos sobre o futuro da Groenlândia e anunciou o envio de militares para a ilha, em cooperação com aliados da Otan. Alemanha, França, Suécia, Noruega e Canadá também confirmaram a intensificação da presença militar e diplomática na região, em meio ao aumento das tensões.
A Groenlândia, por sua vez, já manifestou publicamente que não aceita qualquer forma de controle norte-americano sobre o território. O governo local e autoridades dinamarquesas defendem o fortalecimento da segurança no Ártico dentro dos marcos da soberania e da cooperação internacional.
Desde seu primeiro mandato, Trump demonstra interesse estratégico pela Groenlândia, rica em recursos minerais e localizada em uma área considerada chave para a defesa e para rotas comerciais futuras. Com a retomada do tema em 2026, o debate ganhou novo fôlego e passou a gerar repercussões diretas no comércio internacional e no equilíbrio político dentro da Otan.





