Construído em 1953, o primeiro abrigo de guarda-vidas do Rio Grande do Sul, localizado no calçadão da Praia Grande, em Torres, enfrenta avançado estado de degradação e permanece sem uso ou restauração definitiva há décadas. Conhecida como “Torreão”, a estrutura histórica está abandonada, com partes do concreto se desprendendo e escoramentos improvisados para evitar risco de desabamento.
O equipamento deixou de operar como abrigo de guarda-vidas em meados da década de 1970, quando novas estruturas passaram a ser instaladas mais próximas do mar. Desde então, o prédio passou a ter função apenas simbólica e integra o inventário de bens de relevância histórica do município, elaborado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Comphac).
Apesar disso, o monumento sofre com os efeitos do tempo e da maresia. Uma tentativa de revitalização chegou a ser iniciada há cerca de quatro anos, por meio de contrapartida de uma construtora, mas a obra foi interrompida após questionamentos do Ministério Público sobre o modelo de contratação. Desde então, apenas escoramentos emergenciais foram mantidos no local.
Segundo a Prefeitura de Torres informou à reportagem de GZH, um estudo técnico apontou a necessidade de investimento estimado em cerca de R$500 mil para a reforma, mas o levantamento foi considerado insuficiente para garantir a execução completa da obra. Uma nova licitação será necessária, ainda sem prazo definido.
Além da perda patrimonial, o estado da estrutura gera impactos no entorno. Comerciantes relatam quedas recorrentes de fragmentos de concreto e afirmam ter reduzido áreas de atendimento por questões de segurança, especialmente durante a alta temporada. A situação reacende o debate sobre preservação histórica e segurança em um dos pontos mais movimentados da orla de Torres.




