Com o aumento expressivo da população no Litoral Norte do Rio Grande do Sul durante o veraneio, a Brigada Militar intensificou as ações de proteção a vítimas de violência doméstica e familiar por meio do Programa Patrulha Maria da Penha. A iniciativa integra a 56ª Operação Golfinho 2025/2026 e prioriza o acompanhamento das Medidas Protetivas de Urgência, garantindo a continuidade do atendimento mesmo com o deslocamento temporário de vítimas para a região.
Para atender à demanda sazonal, patrulhas especializadas foram remanejadas para o litoral, com foco principal em Capão da Canoa e Tramandaí. A estratégia considera que muitas mulheres, crianças e adolescentes com medidas protetivas ativas passam o verão nesses municípios, exigindo reforço no monitoramento e no apoio preventivo.
Atualmente, cerca de 720 vítimas com medidas protetivas ativas são acompanhadas pelas Patrulhas Maria da Penha em atuação no litoral. O trabalho inclui visitas frequentes, orientações, fiscalização das medidas judiciais e encaminhamentos à rede de proteção sempre que necessário. O reforço também contempla casos envolvendo crianças e adolescentes amparados pela Lei Henry Borel.
Os dados estaduais evidenciam a ampliação do programa. Em 2025, foram realizadas mais de 70,5 mil visitas pelas Patrulhas Maria da Penha em todo o Rio Grande do Sul, aumento de 21% em relação ao ano anterior. Criado em 2012, o programa acompanha atualmente mais de 12,6 mil medidas protetivas ativas no Estado.
Além das ações diretas, a Brigada Militar mantém bases móveis de polícia de proximidade nas praias, promovendo orientação à população sobre os diferentes tipos de violência e os canais de apoio disponíveis. A intensificação das patrulhas durante a Operação Golfinho busca ampliar a segurança, fortalecer a fiscalização das medidas protetivas e garantir um veraneio mais seguro para moradores e visitantes do Litoral Norte.




