O Verão 2026 tem levado milhares de veranistas às praias do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, mas também trouxe um aumento expressivo nos casos de queimaduras provocadas por águas-vivas. Até quarta-feira (31), último dia de 2025, a Operação Verão do Corpo de Bombeiros Militar contabilizou mais de 23 mil atendimentos em toda a região, número muito superior ao registrado no início da temporada passada.
Torres aparece como o município com maior número de ocorrências, somando 6.636 casos até o momento. Na sequência estão Arroio do Sal, com 2.908 registros, Capão da Canoa, com 2.704, e Capão Novo, distrito de Capão da Canoa, com 2.254 lesões. Em comparação, no mesmo período do verão anterior, todo o Litoral Norte havia registrado cerca de 9,1 mil casos.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, fatores como a ação do vento Nordeste e a presença de correntes de água mais quente favorecem a aproximação e a permanência das águas-vivas junto à costa. Especialistas explicam que esse cenário cria condições ideais para a concentração dos animais nas áreas mais frequentadas por banhistas.
Biólogos destacam que diferentes espécies aparecem no litoral gaúcho nesta época do ano, com destaque para o “reloginho”, uma água-viva pequena e translúcida, responsável pela maioria das queimaduras, e a caravela-portuguesa, que possui tentáculos longos e maior potencial de causar lesões.
Mesmo com os registros elevados, praias como as de Torres seguem lotadas, impulsionadas por condições de mar consideradas ideais, com águas claras e temperaturas agradáveis.
Em caso de contato com águas-vivas, a orientação é retirar os tentáculos com cuidado, lavar a área atingida com água do mar e procurar os guarda-vidas, que disponibilizam vinagre para o tratamento inicial. O uso de água doce, areia ou outros produtos caseiros não é recomendado, e situações mais graves devem ser encaminhadas para atendimento médico.




