Corredores amadores do Litoral Norte do Rio Grande do Sul estiveram entre os mais de 55 mil participantes da 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, realizada nesta quarta-feira (31), em São Paulo. A prova histórica reuniu atletas de diferentes regiões do Brasil e do mundo e marcou o encerramento do ano esportivo com recorde de inscritos e ampla participação popular.
Além do grande número de corredores anônimos, a edição centenária também foi marcada por resultados expressivos nas disputas de elite. Na prova masculina, o etíope Muse Gizachew, de 19 anos, venceu com o tempo de 44min28s, superando o queniano Jonathan Kipkoech nos metros finais. Já no feminino, a vitória ficou com a tanzaniana Sisilia Ginoka Panga, que completou o percurso em 51min09s e garantiu o primeiro título do país na história da competição.
O Brasil voltou ao pódio nas duas categorias. Fábio Jesus Correia terminou a prova masculina na terceira colocação, com 45min06s, enquanto Núbia de Oliveira ficou em terceiro lugar entre as mulheres, ao cruzar a linha de chegada em 52min42s. O resultado interrompe a hegemonia recente do Quênia, que não venceu nenhuma das provas pela primeira vez desde 2014.
A São Silvestre de 2025 também registrou recorde de participação feminina, com mulheres representando cerca de 47% dos inscritos. Fantasias, grupos organizados e corredores de diferentes faixas etárias reforçaram o caráter festivo e simbólico da corrida, considerada a mais tradicional do país.
Realizada anualmente no dia 31 de dezembro, a São Silvestre reafirma seu papel como evento esportivo e cultural, reunindo atletas profissionais e amadores, incluindo representantes do Litoral Norte gaúcho, em uma celebração que une esporte, superação e diversidade.




